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02/05/2012

Ciência sem Fronteiras, um novo capítulo na formação de mão de obra qualificada para brasileiros no Exterior

Ciência sem Fronteiras, um novo capítulo na formação de mão de obra qualificada para brasileiros no Exterior

Acordo inédito entre Brasil e EUA visa oferecer bolsas de estudos para brasileiros nas melhores universidades norte-americanas

“Estamos recebendo os brasileiros com sorrisos nos rostos”. Essa foi a declaração do Secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar, que acompanhou a secretária de Estado Hillary Clinton em visita ao Brasil nesta segunda quinzena de abril. As autoridades norte-americanas desembarcaram em nosso país menos de uma semana depois do retorno da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, dos Estados Unidos.
A presidente esteve em Washington, capital dos EUA, no início do mês, com uma pauta envolvendo desde tributação comercial a questões ambientais. No entanto, o assunto mais relevante foi o acordo entre os países na área da Educação e Tecnologia. Dilma apresentou ao presidente Barack Obama o projeto Ciência sem Fronteiras, em que ficou estabelecido que, até 2014, mais de 100 mil bolsas de estudos serão oferecidas a estudantes brasileiros em grandes universidades do mundo.
As relações entre os dois países ilustra o momento positivo pelo qual passa o Brasil. “Queremos mais brasileiros”, reafirmou Hillary, consolidando o acordo mútuo que pretende beneficiar a todos, especialmente os estudantes brasileiros. Os Estados Unidos ainda é o destino mais visado por conta de seus centros de excelência de conhecimento como Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology). Acompanhada pelo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, Dilma afirmou que o governo se responsabilizará por 75 mil do total de bolsas. O restante será financiado pela iniciativa privada.

Intercâmbio
Diferentemente do Brasil, as universidades estadunidenses não fazem processo seletivo por meio de provas ou vestibulares. Há uma análise do histórico escolar e do currículo e, o mais importante para os alunos estrangeiros, exige-se o certificado de proficiência no idioma inglês. Esse certificado é oferecido após o aluno adquirir uma nota mínima na prova que avalia o domínio da Língua estrangeira. Para tanto, é preciso ter um amplo conhecimento do idioma.
Uma das alternativas mais eficazes e rápidas para adquirir esse conhecimento é fazer um intercâmbio de no mínimo um mês, dependendo do nível de conhecimento do idioma por parte do aluno, no país em questão. O importante é se programar. A Divisão de Intercâmbio do Instituto Monitor oferece pacotes de viagem para países do mundo todo, inclusive os Estados Unidos. Lá, o estudante é matriculado em uma escola e aprende a Língua de forma natural, utilizando no dia a dia o idioma.
Depois do projeto Ciência sem Fronteiras, ficou mais fácil para um brasileiro conseguir um visto para os Estados Unidos, mesmo para aqueles que não pleitearão uma bolsa, mas
interessam-se pelos cursos de inglês no Exterior. O visto é o documento que regulariza a permanência do estrangeiro no país por determinado período. Nesse caso, é obrigatório para o estudante brasileiro de intercâmbio.

Fim da submissão
Esse acordo é bastante significativo para o Brasil, pois indica que após o crescimento econômico veio a necessidade de mão de obra qualificada. Como os Estados Unidos estão passando por um período de recessão econômica, o mercado brasileiro é um filão bastante lucrativo. Essa postura de aliança justa mostra um caráter inédito na nossa relação com os Estados Unidos, pois aponta para o fim de uma submissão financeira que marcou toda nossa história recente. Hoje, exigimos uma relação recíproca e vantajosa.
Atualmente o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking das economias mundiais, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional). Entretanto, temos problemas domésticos estruturais e a Educação pública cheia de falhas é um dos mais graves. Estamos pagando a conta do passado. Nossos talentos estão emigrando para as universidades estrangeiras e, na maioria das vezes, são absorvidos pelo mercado de lá. Com o projeto Ciência sem Fronteiras, o governo planeja qualificar esses estudantes e trazê-los de volta ao país para compartilhar o conhecimento adquirido lá fora e ajudar nossa economia a crescer cada vez mais.



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