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“Estamos recebendo os brasileiros com sorrisos nos rostos”.
Essa foi a declaração do Secretário do Interior dos Estados Unidos, Ken Salazar,
que acompanhou a secretária de Estado Hillary Clinton em visita ao Brasil nesta
segunda quinzena de abril. As autoridades norte-americanas desembarcaram em
nosso país menos de uma semana depois do retorno da presidente do Brasil, Dilma
Rousseff, dos Estados Unidos. A presidente esteve em Washington, capital dos
EUA, no início do mês, com uma pauta envolvendo desde tributação comercial a
questões ambientais. No entanto, o assunto mais relevante foi o acordo entre os
países na área da Educação e Tecnologia. Dilma apresentou ao presidente Barack
Obama o projeto Ciência sem Fronteiras, em que ficou estabelecido que,
até 2014, mais de 100 mil bolsas de estudos serão oferecidas a estudantes
brasileiros em grandes universidades do mundo. As relações entre os dois
países ilustra o momento positivo pelo qual passa o Brasil. “Queremos mais
brasileiros”, reafirmou Hillary, consolidando o acordo mútuo que pretende
beneficiar a todos, especialmente os estudantes brasileiros. Os Estados Unidos
ainda é o destino mais visado por conta de seus centros de excelência de
conhecimento como Harvard e MIT (Massachusetts Institute of
Technology). Acompanhada pelo Ministro da Educação, Aloizio Mercadante,
Dilma afirmou que o governo se responsabilizará por 75 mil do total de bolsas. O
restante será financiado pela iniciativa
privada.
Intercâmbio Diferentemente do Brasil, as
universidades estadunidenses não fazem processo seletivo por meio de provas ou
vestibulares. Há uma análise do histórico escolar e do currículo e, o mais
importante para os alunos estrangeiros, exige-se o certificado de proficiência
no idioma inglês. Esse certificado é oferecido após o aluno adquirir uma nota
mínima na prova que avalia o domínio da Língua estrangeira. Para tanto, é
preciso ter um amplo conhecimento do idioma. Uma das alternativas mais
eficazes e rápidas para adquirir esse conhecimento é fazer um intercâmbio de no
mínimo um mês, dependendo do nível de conhecimento do idioma por parte do aluno,
no país em questão. O importante é se programar. A Divisão de Intercâmbio do
Instituto Monitor oferece pacotes de viagem para países do mundo todo, inclusive
os Estados Unidos. Lá, o estudante é matriculado em uma escola e aprende a
Língua de forma natural, utilizando no dia a dia o idioma. Depois do projeto
Ciência sem Fronteiras, ficou mais fácil para um
brasileiro conseguir um visto para os Estados Unidos, mesmo para aqueles que não
pleitearão uma bolsa, mas interessam-se pelos cursos de inglês no Exterior.
O visto é o documento que regulariza a permanência do estrangeiro no país por
determinado período. Nesse caso, é obrigatório para o estudante brasileiro de
intercâmbio.
Fim da submissão Esse acordo é bastante
significativo para o Brasil, pois indica que após o crescimento econômico veio a
necessidade de mão de obra qualificada. Como os Estados Unidos estão passando
por um período de recessão econômica, o mercado brasileiro é um filão bastante
lucrativo. Essa postura de aliança justa mostra um caráter inédito na nossa
relação com os Estados Unidos, pois aponta para o fim de uma submissão
financeira que marcou toda nossa história recente. Hoje, exigimos uma relação
recíproca e vantajosa. Atualmente o Brasil ocupa a 6ª posição no
ranking das economias mundiais, segundo o FMI (Fundo Monetário
Internacional). Entretanto, temos problemas domésticos estruturais e a Educação
pública cheia de falhas é um dos mais graves. Estamos pagando a conta do
passado. Nossos talentos estão emigrando para as universidades estrangeiras e,
na maioria das vezes, são absorvidos pelo mercado de lá. Com o projeto
Ciência sem Fronteiras, o governo planeja qualificar esses estudantes e
trazê-los de volta ao país para compartilhar o conhecimento adquirido lá fora e
ajudar nossa economia a crescer cada vez mais. |